domingo, 23 de setembro de 2012

Velho mundo novo

o mundo é novo
nós somos velhos
as dores sao as mesmas de ontem


não estou nas fotos, eu nao queria estar
não estou nos sorrisos, eu insistir em calar
só abri as portas pra você entrar
depois de tudo eu tive que deixar você ir
pra sempre


há paz na guerra ? levanto a bandeira branca
sem pensar... no que vale a pena lutar ?

se eu nao estou nas fotos, nao estou lá
se lá não era o meu lugar, onde será ?

no vento, no ar, onde tudo pode estar
sim ali é o meu lugar, onde as ondas voltam
depois de chegar.


fechei as portas não quis mais enxergar
parece absurdo mas me sinto bem, caminhando devagar.

sem rumo sem direção, esperando a hora certa chegar.

encontrei um outro olhar não é o mesmo mas, quem sabe
esse pode salvar.

o mundo velho e nós somos jovens

sem certezas a não ser quando ouvimos as batidas do coração

dizendo que tudo pode mudar.


Ah! e tudo muda.
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Louie - Paulinha

Esse é o primeiro clipe do Louie artista porto alegrense que vem mostrando um som apenas com ukelele um instrumento de origem havaiana, a sonoridade buscada por Louie é singela e original algo que arremete um som mais praieiro mas sem ser tão malandro. Confiram  o clipe.
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domingo, 4 de dezembro de 2011

Todo mundo precisa de alguém

Há tempos que nos apegamos
Há tempos que nos afastamos
A linha é reta a vida contínua

As pessoas vão e vem
E nada nos pode impedir disso acontecer


Quando alguém encontra outros pra compartilhar
Sorrisos, lembranças, respeito e confiança

É aí que nos vemos valendo a pena
É a possessão do sentir que todos tanto procuram
Sentir-se útil, amado e considerado de valor


Amizades são assim, elas podem até esfriar
Se não alimentadas, mas sempre sobram os resquicíos
E boas lembranças que nos deixam nostalgicos
Depois de muitos anos



Quando bate aquela saudade tu pega o telefone
E pensa se já não é tarde pra um encontro


"Todo mundo precisa de alguém"


Amizades são assim, "um amor que nunca morre"
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sábado, 12 de novembro de 2011

há tanta coisa que se perde, 
um abraço, olhar, carinho, beijo coisas exclusivas

é tanta briga por pouca coisa
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Guarita

Gosto desse lado da cidade, as luzes a noite queimam e te deixam mais vivo.
A quanto tempo todos estão por aí, se foram só eu fiquei
Tou velho, cansado de tentar, aprendi a não lutar pelo que não convém
A querer o que não terei e sentir o que ninguém mais sente


Encurvado perante todos e tachado de o retardatário, nem me importo
Parado aqui vivo, na minha zona de conforto, já nem gosto de sair dela
È tudo uma questão de ponto de vista, não saber o que dizer as vezes é bom
Tu acaba não falando merda.


Só tu és essencial pra ti mesmo, não existe amor e tu não precisa agradar ninguém só precisa sentir-se bem.


"O importante não é ser forte , é sentir-se forte"
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Voltando a postar

"A dor da alma não se compartilha.
E não passa.
É atemporal.
Não diminui com a idade.
Vem como a mão do demônio passando pelo peito
e espremendo tudo lá dentro.
Ela te vence.
E sempre, sempre se supera.
Você acha que se conhece.
Acha que nunca mais.
Mas ela te conhece mais ainda.
Você fica velho.
Ela fica sofisticada.
Essa maldita dor da alma
nunca vai me dar paz.
Essa maldita dor da alma
sempre quer me vencer.
É como uma máquina de tatuagem
persistente e sanguinária
que a gente tenta ignorar
mas sabe que está alí.
Te rasgando.
Descaralhando sua vida.
Insistindo em te mostrar
que você não é forte.
Mas da mesma maneira que a dor da tatuagem
te deixa uma marca bonita
a dor da alma te faz saber
que você tem alma.
E isso já me faz erguer
discretamente
um pequeno sorriso no canto do lábio.
Porque enquanto essa dor desgraçada
me acompanhar
pelo menos sei
que estou vivo."

setembro 14, 2010 por nene altro
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domingo, 31 de outubro de 2010

O vento e eu - Mário Quintana

Não querendo me desprender do post anterior, no sentido geográfico, rsr .
Resolvi apresentar o escrito/poeta Mario Quintana, que na minha opinião é o CARA.
Desde do ensino fundamental e também por culpa do Humberto Gessinger que vez por outra citava algo dele, me interessei e hoje é o poeta que mais me identifico..

Daleee Mário Quintana




O vento e eu

O vento morria de tédio
Porque apenas gostava de cantar
Mas não tinha letra alguma para a sua própria voz,
Cada vez mais vazia...

Tentei então compor-lhe uma canção
Tão comprida como a minha vida
E com aventuras espantosas que eu inventava de súbito,
Como aquela em que menino eu fui roubado pelos ciganos
E fiquei vagando sem pátria, sem família, sem nada neste vasto mundo...
Mas o vento, por isso
Me julga agora como ele...
E me dedica um amor solidário, profundo!
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